Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Pequena estrela...

Once upon a time…
 
... num lugar muito especial nasceu uma pequena estrela. No inicío era quase invisível e sabia que poderia esconder-se e ninguém a iria ver brilhar. Ainda não queria que o seu brilho passasse para lá das fronteiras que conhecia. Mas... houve alguém muito especial que notou um pequeno pontinho luminoso. Embora ainda não percebesse plenamente que pertencia à pequena estrela, a sua vida estava a ser influencida por uma luminosidade diferente. Depois de algum tempo a pequena estrela não mais se podia esconder dessa pessoa especial e, deixou o seu brilho intensificar-se um pouco mais. Ficou muito feliz por ver como podia influenciar, de modo tão maravilhoso, algumas pessoas especiais. Sim, porque afinal, a pessoa especial não guardou segredo e, deixou que mais alguém visse o brilho da pequena estrela.
O tempo passou e a pequena estrela ia crescendo devagarinho, o seu brilho era mais intenso agora. Os seus amigos especiais irradiavam também a energia que a pequena estrela lhes estava a transmitir. Era muito estranho que ela, tão pequenina, conseguisse algo tão grandioso. Estava muito orgulhosa de si mesma. E brincava, sorria, pulava de alegria. Fazia cócegas aos seus amigos especiais. Arrancava-lhes sorrisos marotos e expressões de puro sonho. Apercebia-se que eles faziam agora coisas que antes não faziam. Tinham planos em mente, coisas muito bonitas e cheias de lugares com muitas cores. E ouvia-os dizer que ela, a pequena estrela era responsável por tudo isso. A pequena estrela achava muito estranho mas estava radiante, afinal, o seu brilho estava a alcançar algo excepcional. E, aquelas pessoas especiais tornavam-se a cada dia um pouco de si e parte do seu brilho. Como ela gostava dessa sensação...
De repente, sem saber bem porquê, sentiu o seu brilho tornar-se menos intenso. Assim... devagarinho... a sua intensidade estava a desvanecer. A pequena estrela tentou lutar. Pediu ajuda aos seus amigos especiais. Eles perceberam e sabiam que teriam que fazer tudo ao seu alcance para ajudar a pequena estrela a não deixar de brilhar. Principalmente aquela primeira pessoa especial, a que a pequena estrela tinha conhecido primeiro, lutou muito com ela. Lado a lado, de mãos entrelaçadas, usando toda a energia que tinha, essa pessoa especial estimulava a pequena estrela a ir procurar, em lugares mais profundos, o seu brilho. A pequena estrela lutou mas, a cada minuto que passava, a sua intensidade diminuía. Via como aquelas pessoas especiais perdiam também um pouco do brilho que tinham no início. E, a pequena estrela não queria isso. Não queria que esse brilho desaparecesse por completo, afinal ela tinha existido e tocado parte da existência daquelas pessoas especiais. Então, a pequena estrela pensou que embora acabasse por deixar de brilhar, ia mostrar-lhes que o brilho dela era eterno. Pelo menos nos corações e na mente daquelas pessoas especiais. Não era preciso que a pequena estrela brilhasse literalmente. Eles poderiam sempre ir ao baú guardado um um pouco mais à frente no caminho, abri-lo e recordar o brilho da pequena estrela. Deu-lhes tempo para se habituarem à ideia. Deixou que consultassem outras pessoas que ela não conhecia. Essas pessoas mostraram-lhes que o brilho da pequena estrela, embora curto, tinha tido um objectivo. As pessoas especiais entenderam. Embora não tivessem mais aquele sorriso maroto, diziam à pequena estrela que o seu sonho ainda não tinha desvanecido. Que ela podia deixar de brilhar quando não tivesse mais forças, eles não a iriam esquecer. O brilho da pequena estrela tinha sido especial, único para eles. A pequena estrela tinha ganho um lugar importante na vida daquelas pessoas especiais. Mesmo que o seu brilho agora se desvanecesse por completo ela sabia que, no fundo, continuaria a brilhar de forma apenas visível para aquelas pessoas especiais. Era estranho, saber que, mesmo não existindo, se iriam lembrar dela. A pequena estrela não sabia que isso era possível. Mas achou que assim custava menos deixar de brilhar. Ela já não conseguia mais lutar... estava sem forças. Tinha sido preciso muita energia para lutar durante aquele tempo com aquela primeira pessoa especial. Aos poucos, sentiu que a claridade à sua volta diminuía ainda mais... a pequena estrela já não distinguía a luz do seu brilho. Sentia apenas a mão protectora daquelas pessoas especiais que lhe mostravam o caminho. Que a incentivavam a não ter medo, eles também não tinham. Embora um pouco tristes pela sua partida, sabiam que iria ser o melhor para a pequena estrela. A pequena estrela sentiu então que não os estava a abandonar. Eles percebiam que ela não podia fazer mais nada, que não estava nas suas mãos continuar a brilhar. Disse-lhes por fim que os amava muito. E, que se lembrassem sempre do seu brilho. Ela iria sempre lembrar-se de tudo o que fizeram juntos.
Depois... a pequena estrela olhou para o seu lugar especial, despediu-se de tudo ao seu redor e deixou-se levar pelas ondas. Deixou-se ser embalada pelo ritmo calmo e sereno do mar que a rodeava. Ouvia ainda a voz suave e doce daquela pessoa especial que lhe dizia que a amava muito... E, assim... a pequena estrela deixou de brilhar... ficou apenas uma réstea do seu brilho a pairar sobre aquelas pessoas especiais. Mas essa réstea deu-lhes esperança... que um dia... nesse mesmo lugar especial, uma nova pequena estrela vai brilhar... não será o mesmo, pois não vai substituir as pequenas estrelas que deixaram de brilhar... mas, vai relembrar essas pessoas especiais do que as pequenas estrelas prometeram, elas tinham um objectivo com o seu brilho... As pequenas estrelas não iriam querer que aquelas pessoas especiais desistissem dos seus sonhos...
E assim foi, de mãos dadas, com um profundo olhar de compreensão e amor aquelas pessoas especiais ganharam forças. Pegaram no brilho deixado pelas pequenas estrelas e continuaram a sonhar... um dia o seu sonho irá tornar-se real... irá tornar-se numa estrela brilhante que iluminará para sempre o universo imenso das suas vidas...
 
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escrito por JustWords às 07:19
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Atitude!

Trabalho de Jacky

 

 

"A happy person is not a person in a certain set of circumstances, but rather a person with a certain set of attitudes."  - Hugh Downs
 
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escrito por JustWords às 20:12
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