Domingo, 3 de Setembro de 2006

Orgulho

Orgulho é um termo com várias conotações. Pode definir um sentimento nobre, de profundo apego por uma causa ou pessoa ou, expressar uma sociopatia, um comportamento distorcido, antipático e doentio.

Ter orgulho em nós próprios, aquilo que conseguimos alcançar, orgulho no nosso esforço para atingir os nossos objectivos. Ou ter orgulho nos filhos, em amigos ou em alguém que nos é próximo. Talvez tenhamos, directa ou indirectamente, contribuído para a existência desse orgulho. Este “tipo” de orgulho é uma qualidade positiva. Se bem cultivada e “manejada” com perícia e com equilibrio só torna a personalidade de cada um mais atractiva.

Por outro lado, ser orgulhoso, a ponto de não admitir erros, de não ser capaz de pedir desculpa, ou não olhar aos meios para atingir os fins torna esta qualidade extremamente negativa. Ainda se pode considerar aqueles que se julgam superiores aos outros. Devido a um diferente nível social, académico ou até mesmo profissional. Alguém com este tipo de orgulho tem certamente dificuldade nas relações interpessoais e na sua realização pessoal. Poderá levar um certo tempo até que o reconheça mas, mais cedo ou mais tarde, essa certeza leva a que seja tomado um diferente rumo na vida se é que se deseja ter uma vida rica, repleta de amor, verdadeiras amizades e conhecimentos.

 

Pessoalmente, penso que, primariamente, me orgulho de não ser orgulhosa. Tenho sim orgulho em mim, orgulho em quem me tornei, orgulho naquilo que consegui atingir. Orgulho-me de não me considerar superior aos outros, reconheço as minhas qualidades, são diferentes. Mas cada um possui qualidades que o outro talvez desejasse ter e não tem.

Se fizer uma retrospectiva apercebo-me de que tenho mesmo motivos para me sentir orgulhosa. Costumam dizer-me isso com regularidade quando conto a “minha história”. Tenho muita dificuldade em lidar com esse tipo de “elogios”. Mas, ao fazer uma análise objectiva, acabo por reconhecer que esses comentários são verdadeiramente fundamentados. E que, não tenho motivos para me envergonhar ou não me sentir à vontade. Afinal, consegui alcançar aquilo que sempre sonhei com o meu próprio esforço, com a minha inteligência, com a ajuda preciosa da minha família e amigos, e, principalmente com o apoio incondicional do amor da minha vida. Acho que são razões mais do que suficientes para me sentir orgulhosa, para me sentir feliz e alegre. Para dizer que sim, que tenho orgulho em mim e naqueles que me rodeiam!

escrito por JustWords às 13:23
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